Prof. Sérgio Costa

Quem lucra com sua dor: a farmácia ou os traficantes?

Entender o sofrimento exige mais do que receitas prontas. Estudar Psicanálise pode ser o primeiro passo para escutar — e transformar.

Resumo

Neste artigo, analisamos como o sofrimento mental tem sido transformado em produto e quem são os verdadeiros beneficiários dessa lógica: a indústria farmacêutica, o tráfico e o sistema que prefere sujeitos anestesiados a pensantes. Com base em dados recentes e na escuta psicanalítica, propomos uma reflexão crítica sobre o papel do silêncio imposto e a urgência de se construir caminhos de elaboração. Um convite à consciência — e ao estudo da Psicanálise como forma de resistência.

Palavras-chave: sofrimento mental; medicalização; psicanálise; farmácia; tráfico; escuta; entorpecimento emocional.

Introdução

Você já acordou com o corpo cansado, o peito travado e a mente confusa, sem saber se precisava de um comprimido ou de um grito?

No Brasil, todos os dias, alguém desaba. Mas poucos são verdadeiramente escutados.
E diante da dor, o discurso dominante é prático: “Tome isso e continue.”
A sociedade contemporânea anestesia antes de escutar.
Mas será que isso é cuidado — ou é apenas controle?

Se essa questão te inquieta, talvez você tenha perfil para estudar Psicanálise. E entender, de verdade, como o sofrimento se forma e se dissolve pela palavra.

O mercado da dor

O uso de medicamentos psicoativos não para de crescer. Só nos primeiros meses de 2024, o Brasil registrou um aumento de 8% no consumo de antidepressivos e estabilizadores de humor. Em estados como Roraima, o salto ultrapassou 36%.

Mas o que isso significa? Mais doença?

Ou mais silenciamento institucionalizado?

O que antes era escutado como tristeza, hoje vira receita.
O que antes era crise existencial, agora é chamado de transtorno.
A dor virou produto.
A alma, mercado.

 Fonte: Conselho Federal de Farmácia – Dados sobre o consumo de psicofármacos no Brasil

Remédio ou tráfico? Dois lados da mesma moeda

De um lado, a farmácia com o selo da legalidade.
Do outro, o tráfico com o apelo da fuga rápida.
Ambos oferecem o mesmo: entorpecimento da dor.

O sujeito sofre — e não é convidado a falar.
É convidado a calar-se, consumir, seguir funcionando.

Estudar Psicanálise é compreender como o sintoma fala, como o corpo grita quando a palavra é interditada.

Leitura complementar: UNESCO – Saúde Mental e Cultura de Paz

Entre o copo, o comprimido e o silêncio

Quando a dor não encontra lugar na linguagem, ela se desloca:

  • Para o álcool: o desejo de apagar.
  • Para os calmantes: o medo de sentir.
  • Para as drogas: o impulso de escapar.

E no centro de tudo isso está o que não foi escutado.
A dor sem nome.
O trauma sem palavra.

🎓 Aprofunde-se: ONU – Educação para o Pensamento Crítico

A Psicanálise e o retorno da escuta

Em um tempo em que a alma virou mercado, a Psicanálise propõe um gesto radical: escutar.

Ela não oferece alívio imediato.
Ela oferece escuta, elaboração, responsabilidade subjetiva.

“O que sua dor quer dizer?”
“Por que seu corpo grita onde sua alma foi silenciada?”

A análise não é mágica.
É travessia.

🌐 Referência institucional: IPA – International Psychoanalytical Association

Considerações finais

A pergunta permanece:
Quem lucra com a sua dor?
Não apenas a farmácia.
Não apenas o tráfico.
Mas todo um sistema que prefere você dopado, obediente, sem desejo — e sem pensamento.

Mas há uma saída.
Existe um caminho onde o sofrimento é escutado, o sintoma é respeitado e a palavra, finalmente, pode ser dita.

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Sobre o autor

Professor Sérgio Costa é psicanalista, educador e fundador do NEPP — Núcleo de Estudos em Psicanálise. Criador do projeto “Diga Não ao Sofrimento Mental”, atua na formação de analistas comprometidos com a escuta ética, crítica e humana. Seu trabalho busca devolver à palavra o seu lugar de cura e resistência.

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